Operação de ovos orgânicos, carro-chefe da Fazenda, terá sua pegada de carbono mensurada

Sistema Agroflorestal com foco em citricultura na Fazenda da Toca

Que futuro queremos para a humanidade? Que futuro queremos para o planeta? E o que podemos fazer para reverter as consequências negativas que o nosso modelo de civilização vem provocando? Essa é uma reflexão que sempre fazemos por aqui, e a única resposta possível é: precisamos urgentemente de uma mudança de rota para enfrentar a crise ambiental global que estamos passando.

Vivemos hoje um tempo de transformação, de revisão do nosso modelo de desenvolvimento e de quebra de paradigmas.

“Tenho plena convicção de que podemos mudar essa rota de destruição na qual estamos seguindo e caminhar em um sentido oposto, em que é possível adotar um sistema de produção em harmonia com o planeta e a natureza”, escreveu Pedro Paulo Diniz, sócio-fundador da Fazenda da Toca e da Rizoma, no prefácio ao livro Drawdown: 100 Iniciativas Poderosas para Resolver a Crise Climática.

Para transformar a reflexão em ação, temos uma série de projetos de sustentabilidade ambiental na Fazenda, e um dos que elegemos como prioridade em 2020 é a medição das nossas emissões de Gases de Efeito Estufa (GGE) para elaborar estratégias de compensação e sequestro de carbono que possam contribuir com a reversão da crise climática. 

A Toca está cada vez mais engajada na causa da regeneração do planeta. E é disso que se trata esse projeto ambiental que temos o prazer de apresentar.

Inventário de emissões

Nossa operação de ovos orgânicos: qual é a Pegada de Carbono?

Já é bem conhecido o efeito do excesso de carbono na atmosfera como um fator que contribui para agravar o aquecimento global e as mudanças climáticas. Esse é um dos temas que mais ocupam a agenda ambiental da atualidade.

Praticamente tudo que fazemos, produzimos ou compramos, seja como pessoas físicas ou como empresas, causa um impacto no planeta. As viagens, o uso de transporte, a nossa dieta, os bens de consumo, as atividades produtivas e tudo o mais são poluentes e emissores de GEE e, portanto, contribuem para o recrudescimento dos problemas ambientais.

Como endereçar esse que é considerado um dos mais sérios desafios da atualidade?

Mensurar o volume dessas emissões, reconhecer a nossa Pegada de Carbono e entender o real impacto das nossas atividades no planeta é o primeiro passo.

É isso que começamos a fazer agora na Fazenda da Toca. Em parceria com a ONG Iniciativa Verde, vamos medir quanto a nossa operação de ovos orgânicos, o carro-chefe da Fazenda da Toca, gera de GEE.

Esse diagnóstico nos possibilitará a adoção de políticas voltadas para a redução e controle das emissões, além de medidas de compensação e sequestro de carbono.

O cálculo das emissões segue uma metodologia de ponta reconhecida mundialmente. Esse trabalho toma como base as diretrizes do GHG Protocol, fruto de uma parceria entre empresas, ONGs e governos de diversos países, produzido pelo World Resources Institute (WRI), uma organização global de pesquisa. E também é orientado pela norma ISO 14064, uma série de diretrizes técnicas com princípios e requisitos para desenvolver, relatar e gerenciar inventários de GEE.

Esse método leva em consideração tanto as emissões diretas, como indiretas, entrando nessa conta consumo de energia, utilização de combustíveis fósseis, cultivo de grãos, sistema de manejo de dejetos, práticas de adubação orgânica, entre outras. Ou seja, é um estudo bastante abrangente e completo sobre as emissões relacionadas às nossas atividades.

Este projeto reportará as emissões da operação da Fazenda da Toca expressas em toneladas de CO2 equivalente, de acordo com indicadores que permitam a avaliação da eficiência da produção e uma possível comparação com outros produtos similares. Para tanto, as emissões serão apresentadas de acordo com os seguintes indicadores: a) Toneladas totais de CO2 por ano; b) Toneladas de CO2 por ovo produzido; c) Toneladas de CO2 por kg de proteína produzida.

Carbono: problema e solução

O carbono é um elemento essencial à vida na Terra. Se, por um lado, é apontado como um vilão na forma de dióxido de carbono em grandes quantidades, por outro, tem um papel indispensável na atividade biológica do planeta, formação e fertilidade dos solos e nutrição das plantas.

“Tudo que é vivo é feito de carbono”, como explica um vídeo inspirador do Kiss The Ground, organização que luta pela regeneração do solo no mundo, o qual você pode conferir clicando aqui.

Há cerca de 500 milhões, quando a vegetação surgiu na Terra, o carbono começou a circular em um balanço perfeito que permitiu a evolução da vida tal como a conhecemos hoje.

Porém, os avanços industriais e as práticas das sociedades modernas nas cidades e no campo, especialmente a partir do século passado, vêm desestabilizando essa dinâmica ao provocar um volume de emissões de gases de efeito estufa (GEE) sem precedentes, o que ocasiona uma série de desequilíbrios ambientais.

Basicamente, portanto, a diferença entre o problema e a solução é uma questão de equilíbrio.

O reequilíbrio dos ecossistemas é uma busca urgente e passa necessariamente por uma estratégia de redução de emissões de GEE e também de retirada do excesso de carbono já circulante na atmosfera.

Mas como fazer isso?

O sequestro de carbono

Agroflorestas: Uma das soluções para reverter a crise climática

Uma das soluções está bem debaixo dos nossos pés: o solo, uma das camadas da Terra onde o carbono é naturalmente armazenado.

Com luz solar e água, as plantas performam a fotossíntese, absorvendo o CO2 da atmosfera e transformando-o em carboidratos (açúcares), que são bombeados para as raízes e alimentam os micro-organismos que usam o carbono para criar solo. Nessa poderosa dinâmica da natureza, as plantas absorvem, e o solo estoca o carbono.

E você sabia que as agroflorestas são apontadas como uma das soluções mais efetivas de sequestro de carbono?

No livro Drawdown, resultado de um amplo trabalho de pesquisa conduzido por alguns dos maiores especialistas em mudanças climáticas do mundo, as agroflorestas figuram como uma das soluções.

Além de prestar uma série de benefícios ambientais, como prevenção da erosão e inundações, recarga de aquíferos, recuperação de terras degradadas e conservação da biodiversidade, absorvem e armazenam quantidades significativas de carbono.

“Graças às muitas camadas de vegetação, tanto no solo como na biomassa, um hectare de agrofloresta pode alcançar taxas de sequestro de carbono comparáveis às do reflorestamento e restauração florestal – 6,9 toneladas de carbono por hectare por ano, em média – com o benefício extra de produzir alimentos. Em alguns casos, as taxas de sequestro de agroflorestas podem ser superiores às de florestas naturais próximas”, aponta um trecho do livro.

As agroflorestas da Toca figuram no livro como um cases nas 100 Iniciativas Poderosas para Resolver a Crise Climática. E você pode conhecê-las de perto em nosso Programa de Visitas. Saiba mais em nosso site!

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