Sistema Agroflorestal com foco em citricultura na Fazenda da Toca

Imagina quando algo te preocupa, deixa a cabeça cheia ou te coloca sob estresse e você tem a chance de tomar banho de cachoeira, andar por trilhas, encostar no tronco de uma árvore, comer fruta do pé, respirar ar puro, enfim. Quando estamos em contato com a natureza, parece que tudo melhora, né? Essa conexão traz uma sensação de bem-estar, acolhimento e revigora a energia. Assim pensamos e nos sentimos melhor e os problemas parecem mais fáceis de resolver.

 

Essa sensação boa e os efeitos benéficos que os ambientes naturais causam em nosso estado mental, além de percebermos muito claramente, é também um ramo de estudo da psicologia e da medicina.

 

Você já ouviu falar em ecoterapia? Resumidamente, é uma forma de auxiliar a cura a partir da reconexão com a natureza. Esse é um dos chamados serviços ecossistêmicos –o conjunto de todos os benefícios que a natureza nos proporciona.

 

Assim como a recarga dos lençóis freáticos, a ciclagem de nutrientes do solo, o regime de chuvas e a fertilidade da terra, enfim, tudo o que garante a nossa vida, o bem-estar que os ambientes naturais proporciona também é fundamental para a nossa existência.

 

Um interessante estudo chamado “Ecotherapy – A Forgotten Ecosystem Service: a Review” (Ecoterapia – Um Serviço Ecossistêmico Esquecido – Uma Revisão), de James  Summers e Deborah Vivian, que você pode ler gratuitamente neste aqui, compila diversos achados científicos que relacionam a nossa saúde física e mental com a interação com o meio ambiente.

 

“A natureza, quer você esteja no meio de um bosque longe de tudo, em um parque na cidade, ou simplesmente andando em uma alameda de árvores, tem o poder de fazer as pessoas se sentirem novas de novo. Pesquisas mostram que uma simples caminhada na natureza pode reduzir a ansiedade, manter o ânimo e até melhorar a memória”, diz um dos trechos.

 

Essa conexão remete à ideia de que nós somos parte dos ecossistemas naturais e não separados deles.

 

Apenas 20 minutos de contato com a natureza por dia trazem vitalidade, melhoram o humor e aliviam o estresse, de acordo com pesquisa da Universidade de Rochester. “A natureza é combustível para a alma”, diz Richard Ryan, professor de psicologia da instituição. “Um dos caminhos para se ter mais saúde é gastar mais tempo em espaços naturais”, complementa.

 

Há muitas abordagens terapêuticas ligadas à ecoterapia, e práticas simples, como exercícios ao ar livre, jardinagem, plantio e contemplação, podem fazer grande diferença na sua qualidade de vida. Nelas, tanto a natureza como o profissional (médico ou psicólogo) atuam como terapeutas favorecendo desde a melhora do estado mental, até tratamentos psiquiátricos e a recuperação de diversas enfermidades.

 

 

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Transtorno de Déficit de Natureza

 

Por mais de 99% do tempo de sua evolução, a humanidade viveu em contato com a natureza. Mas hoje, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Harvard, gastamos mais de 90% em espaços fechados, em casa ou no trabalho.

 

De fato, estamos sofrendo do “Transtorno do Déficit de Natureza”, conceito elaborado pelo escritor americano Richard Louv, autor do livro “A última criança na natureza”. Com o advento das tecnologias modernas, as sociedades ocidentais se recolheram e passaram a ficar mais tempo imersas em tecnologias como TV, jogos e internet, distanciando-se do meio ambiente.

 

Esse distanciamento gera um mal-estar generalizado. O tema foi objeto de diversos estudos no ramo da psicologia. Um dos precursores foi Roger Ulrich. Após uma série de testes, ele concluiu que o nosso estado mental é diferente quando somos expostos à natureza e quando somos expostos a ambientes sem natureza.

 

Basicamente, os ambientes naturais potencializam sentimentos positivos, como alegria, afeição, tranquilidade, descontração. E, ao contrário, lugares sem natureza, despertam tristeza, tendência a agressão e raiva.

 

Ao monitorar a atividade cerebral, Ulrich percebeu também que a visão de paisagens naturais resultava em um aumento da produção serotonina, que desempenha diversas funções vitais, regula o humor, além de ser fundamental para a memória, atenção e regularização do sono. “Muitos remédios antidepressivos largamente usados hoje em dia atuam para elevar a disponibilidade de serotonina”, diz outro trecho de Ecotherapy (…).

 

E assim como a melhora do estado mental, o contato com a natureza favorece desde os tratamentos psiquiátricos até a recuperação de pacientes pós-cirúrgicos.

 

“Há muitas evidências científicas demonstrando que a interação com a natureza afeta não apenas o nosso bem-estar como a saúde ao longo da vida, aumentando a longevidade. Essa ‘terapia’ tende a tornar as pessoas mais ativas, melhorar a sua autoestima, torná-las mais resilientes ao estresse e também favorecer as interações sociais”, conclui o estudo.

 

 

O Direito à Natureza: Um Direito Fundamental das Crianças

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Já ouviu falar nos 10 Direitos Fundamentais das Crianças? Entre eles está o Direito à Natureza. Rubem Alves, um dos autores e educadores mais respeitados do país, escreveu sobre isso em um texto na internet após voltar de um congresso de educação na Itália (você pode conferir por aqui.

 

O acesso das crianças aos espaços naturais parece vir diminuindo. Não apenas as áreas verdes vêm sendo reduzidas com a urbanização, mas muitos pais temorosos de violência ou acidentes limitam a liberdade dos filhos, restringindo o tempo que eles têm disponível para ficar do ‘lado de fora’, como diz o estudo.

 

Mas há uma vasta literatura científica que explora os potenciais impactos de espaços verdes nos desenvolvimento infantil.

 

Para as crianças, a proximidade com a natureza é muito importante para seu desenvolvimento cognitivo, emocional, social e até moral. Diversos estudos mostram que a carga de ansiedade, depressão e distúrbios comportamentais é muito menor quando elas vivem em zonas rurais ou que frequentam mais espaços naturais.

 

E na comparação com outras que têm pouco acesso à natureza, demonstram autoestima mais elevada, maior facilidade de aprendizado, criatividade e melhor interação.

 

Ou seja, procurar se cercar ao máximo de natureza é ótimo para a saúde em todas as idades. 

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