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A evolução natural é certeira! Durante milhares de anos, a natureza criou mecanismos para sustentar a vida. Aqui na Toca, aprendemos a enxergar esses mecanismos como o que chamamos de “Tecnologias da Floresta”, uma inteligência que ajuda no entendimento e no desenvolvimento de nossos sistemas agroflorestais. E para ajudar na sua compreensão sobre esses diversos conceitos, decidimos criar uma série especial aqui no blog que começa nesse texto com um tema especial: a sucessão natural das plantas. Entender esse termo significa aprender a respeitar as plantas no seu tempo.

Na natureza, as diferentes espécies crescem juntas, uma do lado da outra, compondo uma interdependência que chamamos de consórcio. Dessa forma, as espécies se combinam e se desenvolvem cada uma em seu tempo e os consórcios se sucedem um após o outro, num processo dinâmico que chamamos de ciclo de clareira à clareira. Assim, os diferentes ciclos de cada planta ocorrem em sucessão para que se crie condições para o desenvolvimento mútuo, sempre aumentando a complexidade a cada ciclo.

Para facilitar essa compreensão, aprendemos com Ernst Götsch, a entender as plantas em grupos, de acordo com o tempo de cada uma delas:

Placenta: São as plantas anuais, que não levam mais de 12 meses para completarem seu ciclo.  Nesse segmento, temos as chamadas “anuais”, que levam de 1 a 4 meses para se desenvolver, e as chamadas “anuais 2”, que demoram de 4 meses a 1 ano. Bons exemplos desse grupo são o milho, brócolis, cenoura, tomate, mandioca, inhame, abacaxi e muitos outros.

Pioneiras: As plantas desse grupo levam de 1 até 3 anos para se desenvolver. Aqui, entram o mamão, eucalipto, alecrim, maracujá, café, banana prata, nanica e da terra e o açafrão.

Secundárias I, II e III: O grupo das Secundárias contempla 3 categorias. As de Formação inicial (que levam de 3 a 6 anos, a exemplo da seriguela, urucum, acerola, amora, carambola e erva mate), Média (de 6 a 15 anos, a exemplo do caju, abacate, goiaba, pupunha, laranja, cacau e outros) e Avançada (que pode levar de 15 a 30 anos de desenvolvimento, como a araucária, cedro, jaca, uva japonesa, maçã, pitanga, canela e outros).

Primárias: Entram nesse grupo as chamadas plantas Maduras, ou seja, aquelas que levam mais de 30 anos para se desenvolver. Ótimos exemplos são o ipê, jatobá, peroba, mogno, castanha do Pará, cupuaçu e muitas outras.

Aqui na Toca, por exemplo, temos diversas áreas destinadas à pesquisa da agrofloresta com consórcios que incluem bananeiras, mangueiras, mogno, eucalipto, acacia mangium, mandioca e diversas outras plantas. Estas áreas são nossa “sala de aula” sobre o tema: ali, podemos testar, analisar, estudar, errar e acertar para aprendermos sempre mais sobre o conceito de sucessão natural e diversos outros que falaremos durante as próximas semanas – e que você pode conhecer bem de perto em nossas visitas. Aliás, quer nos conhecer de perto? Acesse o link e se programe para uma de nossas visitas.

No próximo texto, mostraremos como, além do tempo das plantas, também temos que respeitar o espaço ocupado por cada uma delas. Até breve!

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