Você sabia que o ovo é considerado o segundo alimento mais completo da natureza, atrás apenas do leite materno? Com tantos nutrientes essenciais à saúde, é cada vez mais recomendado como parte de uma dieta saudável.

Após uma ampla revisão científica dos anos 80 para cá e uma série de novas pesquisas, hoje não há mais dúvidas sobre isso. Mas nem sempre foi assim. Por muito tempo, o ovo foi taxado injustamente como um alimento nocivo, associado ao alto nível de colesterol, doenças cardiovasculares e até risco de AVC.

De vilão a herói, houve uma verdadeira virada de jogo na percepção da comunidade científica sobre os ovos. E quem nos ajuda a contar essa história é a nutricionista do Instituto Ovos Brasil, Lúcia Endriukaite em uma conversa conosco por ocasião do Dia Mundial do Ovo, celebrado em 12 de outubro.

Ela nos explica que a vilanização desse produto começou nos anos 70, após a American Heart Association estabelecer um limite de 300 mg de ingestão de colesterol por dia.  Como cada ovo sozinho possui 180 mg de colesterol, já faria exceder facilmente essa taxa, uma vez que a nossa alimentação diária contém outras fontes de colesterol, gorduras saturadas e gorduras trans.

Mas é importante esclarecer que o fígado é responsável pela produção de 70% do colesterol que circula no sangue. Ou seja, apenas 30% vem da alimentação. Ademais, o colesterol tem inúmeras funções no corpo, como produção de vitamina D, hormônios esteroidais, além de compor a membrana de todas as células do corpo e produzir a secreção biliar.

Um grande estudo prospectivo realizado durante 10 anos com mais de 100 mil pessoas foi publicado na década de 90 e concluiu que o consumo de 1 ovo por dia não tinha impacto no risco de doenças cardiovasculares.

Uma outra investigação científica feita no Japão com 90 mil pessoas chegou à conclusão de que o consumo de 1 ovo por dia não está associado ao aumento da incidência de doenças cardiovasculares. Foi com resultados como esses que se consolidou o processo de absolvição do ovo.

Mas o ponto de virada, em que esse alimento não só deixou de ser considerado nocivo, mas passou a ser associado à alimentação saudável, veio com a publicação de uma série de outros novos estudos. “A evolução da medicina e das pesquisas sobre o corpo humano e a saúde acabaram por derrubar o mito de que o ovo poderia fazer mal e acrescentou outras evidências sobre os benefícios desse alimento”, complementa Lúcia.

Hoje é ponto pacífico que o ovo é um alimento riquíssimo em nutrientes. Além de ser uma excelente fonte de proteína animal (e certamente a mais acessível em termos de preço), possui uma grande variedade de nutrientes, como vitaminas e minerais. Os nutrientes do ovo são importantes para os olhos, cabelos, músculos, pele, melhoram o humor e previnem a anemia e osteosporose.

“O ovo reúne muitas qualidades: é um alimento saudável, acessível, fácil, prático, saboroso e faz parte de muitas receitas”, conclui a nutricionista do Instituto Ovos Brasil.

E, por falar em como preparar pratos muito saborosos, deixamos algumas dicas de receitas com nossos ovos orgânicos preparadas com todo carinho pela equipe do restaurante Sabores da Toca, que serve nossos colaboradores aqui na Fazenda.  Veja por aqui.

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