Escolha uma Página

O uso de agrotóxicos no Brasil não é novidade. Desde 2008, lideramos a lista de países que mais utilizam agrotóxicos – hábito que cresceu cerca de 700% nos últimos 40 anos e que já chega à uma média de 1 bilhão de litros (2013/2014). Porém, este uso generalizado pode se apresentar de maneira mais ou menos forte em alguns tipos de alimentos: é o que mostra o PARA, Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, feito continuamente pela Anvisa por todo o país.

Desde 2001, a Agência realiza coletas dos alimentos disponíveis no mercado varejista e analisa cada um deles em laboratório para mostrar os níveis de resíduos de agrotóxicos presentes. Os últimos resultados apresentados, de 2012, escancaram ainda mais a necessidade de um modelo orgânico de produção que não utiliza estas e outras substâncias.

O pimentão, por exemplo, é o líder da lista com 91,8% de amostras inadequadas para consumo. Na sequência aparecem os morangos (63,4%), pepinos (57,4%) e o alface (54,2%), todos muito presentes na dieta brasileira. Até mesmo o arroz (7,4%) e o feijão (6,5%) não ficaram de fora.

Ou seja, grande parte dos alimentos que introduzimos diariamente em nossas dietas está repleto de agrotóxicos. Além disso, a utilização deles na agricultura faz mal à planta, ao solo e a todo o meio-ambiente envolvido neste tipo de produção. Aqui, todo mundo perde!

Precisamos mudar o jeito de produzir e, claro, de consumir: opte sempre por produtos com origem certificada; escolha alimentos de época; substitua os líderes dessa lista de agrotóxicos por produtos orgânicos como o primeiro passo para a mudança.

Então, porque continuar consumindo alimentos que fazem mal ao ecossistema como um todo? Vá de orgânicos e aproveite os benefícios deste jeito de viver e se alimentar. Você pode acessar o relatório completo da Anvisa aqui.

Conteúdos relacionados

Share This